eu não sei ser pássaro não conheço a história do fogo mas acredito que a minha vontade deveria ter asas justiça poética se faz às cegas quero separar o joio da entrega veneno: sou forjado em cobras de arte quero poemas mudos que entram pelos ouvidos e saem pelos olhos quem espero só me cansa hoje sobe-me o mar em ondas sonoras preciso de silêncio em concha de ondas do mar que não morram na praia de que adianta você vir música se eu sou orquestra? de que adianta você vir palavra se eu sou poema? as bocas e os avessos tem tropeços incomunicáveis eu não vasculho os navios naufragados sem âncoras crônica para um desinteresse repetido: pessoas que vazam do zero e se alimentam de nada indo a saturno para tentar ser menos soturno .
Um comentário:
lido,lindo,lindo
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