domingo, 20 de setembro de 2015

dos alcances...


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webwoman <
what would arouse the woman
besides sleep?
life that bring the dream then ...
life in the light sleep of almost bare feet
this woman who leads a life on the net 
weaving dreams 

Julio Carvalho
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Erotismos da Forma - Naej Pala




























cada um 
é um sou
aleatório 
de palavra
sobre o papel
as almas 
tem dessas
causas
essenciais
imprevisíveis 
aos olhos
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atraso:
na verdade
uma tarde
na companhia 
do medo
sem saber
o sexo
mais que imprudente
na boca.
a pressa ficou 
retida
na saliva.
tenso
escapo
do 
orgasmo
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ora (direis)
ouvir estrelas
às cegas
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só?

tem eu
serve?
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se eu perguntar 
da parede que está diante de mim 
e o que pode existir atrás?
se eu perguntar 
das águas nestes
bebedouros e de quem as bebe?
se eu perguntar 
dos carros velozes 
e dos motoristas que dirigem?
e se eu perguntar 
das filas e de cada pessoa 
em espera 
iguais a bestas de carga 
de quem?
se eu perguntar 
do teto e nada das árvores 
que fazem sombra pra quê? 
que toda boca e suas línguas me informem
porque minha poesia serve de sacrifício para qualquer um
hoje
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hoje acordei
com um não 
automático
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na beira do viaduto
a buzina pede espaço 
eu peço 
tempo
em silêncio
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amarelado
como uma flecha 
num mar
escuro
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naquele 
momento
escapou o tempo
exatamente
quando abri
os olhos
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onde está o poema
que obtive
na última noite escura?
não se vê o poema
meu fígado queima
deve ter caído nas rochas
íngremes 
ou foi devorado por algum leão 
ou foi exposto a infiéis de alguma lâmina de aço 
enferrujado 
ou foi deixado por mãos brancas 
datadas pelo antebraço 
ou foi caminhar entre as pessoas
olhando para os lados
com sua língua 
e garganta secas
derramando lágrimas 
dos seus olhos de medo 
o poema
preso
requer
entendimento
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vida
cabaré 
em tom 
de nu artístico
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(adaptável ao espaço que as palavras ocupam) - Jimson Vilela 
























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o poeta parado
mantem-se 
ocupado 
observando
comenta
e lamenta 
sobre o que nesse 
momento
ocupa 
o seu campo de visão 
assume que
o que está 
na sua frente
só se move
junto
a si
sendo que esse
movimento não pertence
a quem comenta
quem vê 
e aquilo
aquele
que se vê 
e de qualquer forma 
apoia-se na persuasão 
e na vontade
de outro modo de enxergar
que ao desenhar 
o mundo
apropria-se dele
para
poesia
para
quedas
nenhuma
acontecer
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ter lugar para ser
tem que ser
tem que ter
para se
entender
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quem não quer?









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variáveis 
cardíacas 
enquanto
a paixão 
não vem:



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moto
contínuo
moro
contínuo
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eu nunca sei
se mergulho
e sinto 
ou apenas sinto 
e não mergulho
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Juan Pablo Mariano

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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

dos orbitais...

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"que música é essa?
que invade o poema
e me impele a escrever?

que ritmo é esse?
que escolhe palavras
a seu bel prazer?"

Bernardo Vilhena
.

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essas maturações
que vão crescendo 
dentro
e depois viram barcos
de papel
desiludidos
esses fetos
indistintos
arrebentando
essas partes de dentro
dilacerando
sensações
de vento
onde o parto
mais difícil
é continuar
vivo
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a figura do poeta 
moderno atrasado
a figura do poeta 
em tempos de revoluções 
a figura do poeta 
em tempos de indiferença























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incomodar por amor dói
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nevoeiro leve
e doze graus
de separação
em setembro
20:28
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amor à primeira página
nunca virada
nunca vi nada
igual
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o sol 
tá aparecendo
solta aparecendo
solta na janela
o sol
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amor
casa com a minha alma
te dou casa 
minha cara
roupa 
comida
e alma safada
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eu faço de certas coisas
tempestade
porque 
um copo
não é 
nada
......

aos olhos de Michelle
......
......

Vijai Patchineelam

......




sexta-feira, 11 de setembro de 2015

das batalhas...

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"a vida

você
precisa
inventar

o

resto
deixa
que
o
sol
FECUNDA"

BATALHA, Rogério. "a vida".
In:_____. Exercício de nuvens. 2015.

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quem não bebe
não treme
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despreparo na hora de viver
porque os pensamentos
me tombam 
um
a um
no desconhecimento das coisas
tropeço
em cada coisa
desavisada
um susto:
essa vida
demanda
alucinação
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particularidades da solidão:
abrir uma janela
e esquecer
as outras
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"de que adianta consumir afagos
e nada acrescentar por dentro?"
Olivia Grassa

Orides Fontela


dos galopes...

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"recuar também pode ser uma forma de avançar. 
entregar-se também pode ser uma forma de resistir. 
negar também pode ser uma forma de dar. 
dar também pode ser uma forma de possuir. 
ficar também pode ser uma forma de ir."
Forma - Noemi Jaffe
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meu cavalo
de 
pressa
galopa
às cegas 
entre aspas
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quase te amo
naqueles dias 
em que escapam
beijos virtuais
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eu construo coisas sem os olhos
eu construo poemas
às cegas
como inseto na luz
voando perdido 
até encontrar palavras 
eu construo em estado de choque
um poema em estado
de luz
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se inverter
não dirija
a palavra













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terça-feira, 8 de setembro de 2015

dos adaptacionismos...

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“A ansiedade é a vertigem da liberdade.”
– Soren Kierkegaard

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As pessoas estão fazendo por condição. 
Sob as condições possíveis. 
Porque as coisas assim como o mundo, 
a filosofia e o pensamento em geral mudaram 
e novos tipos de relações estão se estabelecendo. 
Nem um nome direito isso tem ainda. 
Eu chamo de adaptacionismo racional.
Tudo é imprevisível. 
Então não tem como se estabelecer algo que seja definitivo
ou mesmo baseado na verdade. 
Nem é tanto individualismo. 
Porque o bem comum ainda prevalece. 
Mas sob padrões condicionados. 
Não é mais uma coisa espontânea 
ou para algum "bem comum". 
O bem é algo dependente das condições. 
Se interessa a um, a dois ou mais.
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a língua raspou
uma farpa 
e pinça
arrancada
se fosse palavra
ficava
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duas frases do amor no dia de hoje:
I.
- está mais difícil encontrar sexo de boa qualidade 
do que um grande amor.
(num restaurante japonês)
II.
- de novo, carrego no fundo do meu peito 
um vazio devorador 
que somente o calor do seu corpo contra o meu 
é capaz de preencher. 
(lendo André Gorz)
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fotopoemas
Polygons

Oraculares


























Ondas Poéticas



















Manual de Uso do Devaneio






















das "Exclamações Para Cesar Vallejo"





























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